terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

De Repente Amor - Capitulo 04




Ficha Técnica 

Titulo:  De Repente Amor
Subtitulo: (Sem subtitulo) 
Autor: Aldo Andrade 
Capítulos ao todo: 10 
Status: Completo 
Ano: 2012 
Tema: Romance


Notas
  1. Os capítulos podem ter sido quebrados, ou seja, um capitulo no blogue se tornou dois.
  2. Possuímos autorização do autor para publicar o conto.
  3. Ajude o autor comprando o livro.


Este conto é inadequado para menores de 18 anos
Contem romance homossexual, insinuação sexual e violência.

Esta historia é baseada em fatos reais



Antes...


Era incrível como eu ria com ele, era estranho, mas eu gostava de falar com ele era como se os meus problemas não fossem nada e eu podia ate rir deles, quando dei por mim o ônibus havia parado e ele estava rindo da ultima coisa que eu havia falado. Era esquisito ver como estar com ele me fazia ser eu novamente como se meu pai não houvesse morrido e como se minha vida fosse completa.

Era difícil entender esses sentimentos estranhos que eu nunca havia sentido por ninguém, eu estava feliz e não queria perder tal felicidade. Ele sim é um amigo de verdade e eu podia ver que ele também gostava de passar um tempo comigo, este era o começo de uma bela amizade.

Agora...


O Sr. Gordon nos levou há um grupo de cavernas que ficava a norte da reserva ambiental da cidade. Adam pegou os fones de ouvido e ligou o mp4 ele me deu um dos fones, o coloquei e uma musica lenta e melancólica invadiu minha mente. Por um momento pude ver ma minha mente os momentos mais felizes e os mais tristes da minha vida.

- Esta tudo bem? – perguntou Adam.

Ri brevemente.

- Estou sim. Você gosta desse tipo de musica?

- Hum pouco... – rio ele brevemente – Me ajuda a esquecer meus problemas.

- Hum... Aqui esta ficando quente, vamos esperar a turma lá fora?

- É uma boa idéia não estou com cabeça para biologia.

Caminhamos para fora, ele encostou-se em uma arvore e se sentou, fiz o mesmo. O sol esta a pino e o vento refrescava naquela manhã. Do lado da estrada onde os ônibus escolares estavam estacionados havia um rio que corria. Peguei umas pedras e comecei a jogar na água. Adam permanecia em silencio e perdido em pensamentos, havia algo de errado, mas eu não o incomodaria, eu sabia como era se sentir daquela forma e o silencio ajuda nessas horas. A sombra da copa da arvore cobria uma grama verde e macia me estiquei e me deitei no chão olhando para o céu azul, fechei os meus olhos então senti que Adam – já que ele era o único que estava ali comigo – se deitara ao meu lado.

- Esta tudo bem? – perguntei.

- Se eu disse-se que não eu estaria mentindo. – falou ele sem vontade.

- Quer falar sobre isso?

- Não. Quero dizer não me leve a mal, mas prefiro resolver isso sozinho.

- Tudo bem – dei um sorriso largo.

Ele riu.

- Falei algo engraçado? – perguntei sem entender nada.

- Não... Só Cho incrível como você me faz rir. É estranho.

As nuvens dançavam no céu azul. Meus pensamentos se perderam naquela imensidão e algumas perguntas começavam a se formar em minha mente, na verdade eu já sabia de algumas delas. É complicado sentir essas coisas, ainda mais que eu não deveria ter esses sentimentos.

- Será que nunca vou ser feliz? – perguntei a ele.

- A sua felicidade é você quem faz. – respondeu ele.

- E se ela for errada?

- Se isso o faz feliz não é errado. Você só precisa de coragem para ser feliz.

Minha face esboçou um breve sorriso.

- Você é um ótimo amigo.

- Você também. – concluiu ele.

A turma começava a sair da caverna e se aglomerava nas varias sombras, esticando suas toalhas xadrezes e montando um pequeno piquenique. A maioria dos grupos mantinha uma conversa entusiasmada, riam alto e brincavam entre si, outros preferiam ficar em silencio olhando para o céu com fones de ouvido como eu e Adam. Por algumas horas esquecemos nossos problemas.

O resto passeio foi tranqüilo a maioria dos alunos curtia a água cristalina do rio e o mais incrível era que eu não me sentia sozinho como normalmente acontece. Adam havia dormido e eu pegara um livro que eu trouxera dentro da mochila para ler, não demorou muito e um grupo de alunos que havia ido passear voltara avisando que haviam achado uma cachoeira. Todos se levantaram para ir ate lá, Lisa veio ate mim com um sorriso.

- Lucas você não vem?

- Se você não estivesse aqui eu iria. – retruquei e me foquei no meu livro.

Ela se afastou com a cara fechada junto com os outros alunos, poucos ficaram ali. A maioria estava dormindo ou ouvindo musica, mas onde estávamos ninguém tinha uma visão de nós dois já que arvore em que estávamos acomodados tinha um tronco grosso e uma das maiores copas que eu já vira.

O sol iluminava a água e refletia todo o seu esplendor. Peguei o livro e o coloquei do meu lado, minha mão se acomodou na grama foi então que Adam se mexeu e sua mão segurou a minha.

Eu sabia o que eu deveria fazer, mas não o fiz. Deixei que ele segurasse a minha mão e eu apertei a dele.

Eu estava quebrando todas as regras no qual eu fui criado, mas não me parecia errado querer ser feliz.

Estava na hora de ser.

Talvez...

Ri com a idéia, mas ao mesmo tempo ela me pareceu seria, mas eu não pensaria nela agora. Talvez fosse precipitado pensar nisso e nessa forma agora.

Eu resolveria isso depois.


Aldo Andrade © 2012
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Reprodução de conteúdo concedida pelo autor a
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Aldo Andrade
Aldo Andrade

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